A importância da rotina segundo a neuropsicopedagogia
- Tais Esposti Poly

- 1 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Na neuropsicopedagogia, a importância da rotina para crianças neurodivergentes é compreendida a partir da integração entre três áreas: neurociências, psicologia e pedagogia. Essa área busca entender como o cérebro aprende, e por isso a rotina é vista como um pilar essencial para a organização cognitiva, emocional e comportamental.
Vamos falar um pouco sobre; como a neuropsicopedagogia fundamenta essa importância: (continua após a publicidade)

1. Organização das funções executivas
Crianças neurodivergentes costumam apresentar desafios nas funções executivas, como: planejamento, controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva.
A rotina atua como um suporte externo que facilita o funcionamento dessas habilidades. Ela oferece previsibilidade, reduz a carga cognitiva e ajuda o cérebro a organizar o dia.
2. Previsibilidade e segurança emocional
Na neuropsicopedagogia, a aprendizagem depende de um estado de segurança emocional.Rotinas consistentes diminuem a ativação da amígdala (relacionada à ansiedade e alerta) e favorecem o funcionamento do córtex pré-frontal, responsável pela atenção e pela tomada de decisões.
E é especialmente importante em crianças neurodivergentes, que podem ser mais sensíveis a mudanças e estímulos.
3. Facilitação da aprendizagem
A rotina ajuda o cérebro a estabelecer: padrões, sequências, automatizações, que são todos processos fundamentais para o aprendizado.
Considera-se que o cérebro aprende melhor com repetição, organização e previsibilidade, elementos que são diretamente presentes na rotina. (Continua após a publicidade).

4. Apoio à autorregulação emocional e sensorial
Crianças com TEA, TDAH ou outros perfis neurodivergentes podem ter dificuldades de regulação. Uma rotina clara:
reduz sobrecarga sensorial,
facilita transições,
ajuda a antecipar e processar eventos,
previne crises emocionais.
Isso gera um ambiente mais propício ao processamento cognitivo e afetivo.
5. Desenvolvimento da autonomia e da consciência de si.
Diante disse a rotina é vista como um instrumento para desenvolver: autonomia, responsabilidade, noção de tempo, sequenciação lógica.
Quando o sujeito repete essas ações diariamente, ele internaliza esquemas mentais, ganhando independência e maior compreensão do próprio corpo e do próprio ritmo.
6. Integração entre família, escola e intervenção terapêutica
A neuropsicopedagogia valoriza a coerência entre os ambientes.Quando a criança encontra rotinas semelhantes em casa, na escola e no atendimento terapêutico, há: mais estabilidade, menos estresse, corroborando para o desenvolvimento da capacidade da criança de usar o aprendizado de suas habilidades em vários contextos.

A rotina é uma ferramenta neuroeducativa que organiza o cérebro para aprender, regula emoções, reduz ansiedade e apoia o desenvolvimento das funções executivas, sendo essencial para crianças neurodivergentes.




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