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Capacitismo: o preconceito invisível que limita vidas

  • Foto do escritor: Auticast
    Auticast
  • 24 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Você já pensou sobre como o mundo ao seu redor foi projetado? Calçadas irregulares, ausência de rampas, portas estreitas, legendas ausentes em vídeos, olhares de piedade ou surpresa quando uma pessoa com deficiência realiza tarefas simples. Esses são apenas alguns exemplos — nem sempre visíveis — do capacitismo, um preconceito enraizado na sociedade que limita, exclui e fere.


O que é capacitismo?

Capacitismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com deficiência — sejam elas físicas, sensoriais, intelectuais ou psicossociais. Está ligado à ideia de que essas pessoas são inferiores, menos capazes ou "coitadas", por não se encaixarem nos padrões considerados "normais".

Esse preconceito se expressa de muitas formas: na linguagem, no humor, nas atitudes, na exclusão do mercado de trabalho, nas barreiras arquitetônicas, tecnológicas e, principalmente, nas sociais. É o capacitismo que transforma uma deficiência em obstáculo, quando, na verdade, o maior problema está na forma como a sociedade lida com a diferença.(Continua após a publicidade).

A legislação brasileira e os direitos das pessoas com deficiência.

No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, garante direitos fundamentais como acessibilidade, educação inclusiva, saúde, trabalho e participação plena na sociedade.


A legislação reconhece a pessoa com deficiência como sujeito de direitos, reforçando a autonomia e a dignidade humana. Mesmo assim, na prática, ainda há muitos desafios. A falta de políticas públicas efetivas, a desinformação e a resistência cultural dificultam a aplicação real desses direitos.


O impacto do capacitismo no cotidiano.

O capacitismo gera isolamento, baixa autoestima, invisibilidade e limita as oportunidades. Além disso, reforça estigmas que podem levar à exclusão escolar, à negligência médica e ao desemprego. É um obstáculo diário para milhões de brasileiros.

É preciso entender que deficiência não é sinônimo de doença, e muito menos de incapacidade. Pessoas com deficiência têm habilidades, sonhos, desejos e, acima de tudo, direitos.


A mudança do símbolo da deficiência.

Por muito tempo, o símbolo da acessibilidade era representado por uma cadeira de rodas estática — uma figura que reforçava a imagem da passividade. O novo símbolo internacional de acessibilidade, aprovado pelo Senado, substitui a antiga imagem da cadeira de rodas por uma figura estilizada de uma pessoa dentro de um círculo, representando a inclusão de todas as pessoas em todos os espaços. 

Essa mudança simbólica reflete uma transformação de mentalidade: as pessoas com deficiência não são "presas" em suas condições — elas vivem, produzem, lideram, criam, superam e se expressam como qualquer outra.

Como combater o capacitismo no dia a dia?

Mudar essa realidade exige ação de todos. Veja algumas atitudes simples que podem fazer a diferença:


🔹 Ouça e respeite: Pessoas com deficiência são as protagonistas da própria história. Evite falar por elas ou presumir o que precisam.

🔹 Cuidado com as palavras: Evite expressões como "pessoa portadora de deficiência" (o correto é "pessoa com deficiência") ou termos pejorativos como “aleijado” ou “retardado”.

🔹 Não minimize ou superestime: Não trate a deficiência como motivo de pena nem como um "milagre" quando a pessoa realiza tarefas comuns.

🔹 Promova acessibilidade: Questione ambientes que excluem e incentive adaptações físicas e digitais.

🔹 Eduque e se eduque: Converse sobre o tema com amigos, familiares e colegas. Informação é a melhor ferramenta contra o preconceito.

Capacitismo não é só falta de acessibilidade — é falta de empatia, de escuta e de vontade política. Combater esse preconceito é reconhecer a dignidade e o valor de cada pessoa, independentemente de suas condições físicas ou cognitivas.


A luta por inclusão é coletiva. Afinal, uma sociedade só é verdadeiramente justa quando acolhe a diversidade em todas as suas formas.

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